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domingo, 10 de novembro de 2013

2013: Minas Futebol Clube

Depois de (mais) um longo inverno, estamos de volta!

Com a volta olímpica antecipada do Cruzeiro no Mineirão, a temporada 2013 do futebol brasileiro já está chegando ao fim. E às vésperas do ano da Copa, já dá para fazer um resumão do que pudemos ver durante as férias prolongadas do blog.


Dois mil e Galo!

Sobraram adjetivos para classificar a campanha do Clube Atlético Mineiro na Libertadores. Espetacular, emocionante, sofrida, linda, campeã. Cuca livrou-se do estigma de azarado em um time que também precisava de uma grande conquista para lavar a alma. Alexi Stival estava no lugar certo, nas horas certas, fazendo as coisas certas. Deu certo.
Força na peruca, Cuca
(G1)
O time todo mostrou uma garra monstruosa e um espírito copeiro digno dos maiores campeões continentais. Ronaldinho Gaúcho foi tão brilhante quanto os flamenguistas esperavam que ele fosse no Rio. Victor operou milagres que tiraram o fôlego não só da Massa, mas de todo brasileiro que ama futebol e que também virou atleticano por tabela (rivalidade secadora à parte). Bernard infernizou meio mundo, do México à Argentina. Jô, Tardelli, Réver e até o Guilherme: todos, do goleiro ao ponta-esquerda, do Kalil ao massagista, todos eles têm parte de um pedacinho da taça mais cobiçada das Américas.

E foram felizes. E fizeram felizes os atleticanos, no Horto e em todo o Brasil. Fizeram mais feliz o futebol brasileiro. Uma Vitória com V maiúsculo, com roteiro de cinema, porque dá para jogar com garra e jogar bonito ao mesmo tempo. Deu para bater no peito forte e vingador, urrando o que esteve entalado por 105 anos. Campeão na fé, na raça e na bola.

Parabéns aos envolvidos.
Caiu no Horto?

Quem é que manda aqui

O Brasil é dos brasileiros. A Espanha, campeã mundial, bicampeã europeia e sensação do momento, sucumbiu no Maracanã. Mais do que isso: passou vergonha.

Três a zero, fora o baile. Fora o hino mais lindo cantado a plenos pulmões. Fora aquela bola tirada pelo David Luiz sobre a linha do gol, que eu tenho certeza que sua retina também fez questão de gravar. Fora o gol deitado de Don Fredón. Fora o golaço de Neymar, o novo 10 da Seleção. Fora o olé, gritado por um Maracanã inteiro, contra um time que não perdia havia 29 partidas. Noves fora, o show foi tão bom que deveria ter de novo. Que tal ano que vem?
Fredão vai te pegar ano que vem
(Reuters)

Passeio celeste

Falei de Minas, falei de Fred, mas ainda não falei de Cruzeiro? Pois se o primeiro semestre foi do Atlético, a Raposa tratou de colocar o resto do ano no bolso.

Bateu um remember de 2003 pelos lados da Toca e o time comandado por Marcelo Oliveira varreu o Camarotão 2013. Deitou, rolou e pulverizou cada um dos outros 19 times, sem exceção. A supremacia azul foi tanta que a China Azul comemorou o título antes mesmo da permissão dos matemáticos, ainda na 33ª rodada, após Humberlito & Cia. doutrinarem o retranqueiro Grêmio de Renato Portaluppi, o sogrão da galera.
Humberlito da Zuera pedalou bonito no Mineirão
(Marcos Ribolli/Globoesporte.com)
Faltando cinco jogos para a geral entrar de férias, o Cruzeiro manteve os 13 pontos de vantagem para o vice-líder Atlético Paranauê. A força azul de Minas venceu mais que todo mundo (22 vitórias), perdeu menos (6 derrotas), estufou mais as redes alheias (69 gols pró) e buscou menos bolas no fundo do gol (29 gols sofridos), o que resulta em um saldo de gols que beira o absurdo (+40).

A essa altura, parece muito óbvia a cena dos caras levantando a taça no fim do ano. Mas duvido muito que alguém apostava uma moeda nesse time que estava sendo montado do zero em janeiro. Dotor Gilvan tinha acabado de perder Montillo para o Santos e contratava um caminhão de refugos, com exceções feitas a Borges e Dedé. Méritos do treinador, que fez esse time se encaixar. Perdeu o Estadual vencendo um dos dois jogos e saiu da Copa do Brasil graças à aberração do gol fora, mas sobrou nos pontos corridos.

Mesmo assim, não dá para eleger apenas um herói da conquista. Muitos escolherão Éverton Ribeiro como melhor jogador do campeonato, mas a verdade é que o conjunto do Cruzeiro é o craque do time. Praticamente todo mundo se valorizou pra caramba neste ano no mercado. Enquanto os outros times do pelotão de cima disputam pra ver quem perde mais pontos, o líder se permite festejar por antecipação. Por merecimento. Por ser tricampeão!
Fecha a conta e passa a régua
(AE)

Ainda tem mais?

Enquanto os paulistas derraparam feio na Libertas, no Brasileiro e até na Copa do Brasil, o futebol mineiro continua muito bem, obrigado. Enquanto o Cruzeiro se consolida como o melhor time do Brasil disparado, o Galão da Massa faz treinos de luxo no Dilmão 2013, às vésperas da viagem para o Mundial de Clubes da FIFA, no Marrocos. Yes, you CAM!

O blog A 10 e a Faixa voltará a acompanhar de perto as novidades do futebol brasileiro e mundial. Volte sempre, caro leitor, porque nós já voltamos, e agora é pra ficar!

sábado, 15 de setembro de 2012

Série Campeões: VAI, CORINTHIANS! *


Vai, Corinthians! Vai para as ruas, vai para o abraço do torcedor que te ama, vai para o pódio, vai levantar a taça que você tanto sonhou... Vai atravessar o mundo. Vai para o Japão!

Os Libertados da América (Ivan Pacheco)

Cássio, Alessandro, Chicão, Leandro Castán, Fábio Santos, Ralf, Paulinho, Alex, Danilo, Jorge Henrique, Emerson, Julio Cesar, Danilo Fernandes, Welder, Marquinhos, Wallace, Ramón, Willian Arão, Ramírez, Douglas, Romarinho, Gilsinho, Willian, Elton, Liedson e Tite. Nomes que não vão constar em livros de História, mas estarão eternamente dentro dos corações e da memória de milhões de pessoas, que ensinarão aos filhos e netos quem foram eles, e o que foi o 4 de julho de 2012 para a nação corintiana. O dia da libertação. O dia da Libertadores.

A vitória por 2 a 0, na noite desta quarta-feira, no Pacaembu, sobre o gigantesco Boca Juniors, de tradições e glórias mil, de seis títulos sul-americanos, torna ainda mais gigantesca a conquista inédita. E mais: de forma invicta, algo que só um time brasileiro havia conseguido - o Santos de Pelé, em 1963. A taça da Libertadores, enfim, tem uma plaquinha do Corinthians.

O triunfo final sobre os argentinos selou a campanha com identidade. De um time sem estrela, que não se assustou com placares adversos, rivais tradicionais ou craques do outro lado. Que não se pressionou por nada e encontrou o equilíbrio (palavra idolatrada por Tite) entre lutar a cada centímetro de grama pela Libertadores sem tratá-la como um campeonato do outro mundo.

De 6 a 16 de dezembro, o Corinthians tentará o bicampeonato mundial. Dessa vez, sem convite, sem a chance de enfrentar um brasileiro na final e tendo que ir ao Japão. Bem diferente de 2000, quando bateu o Vasco na decisão, no Maracanã. Um mundial para ninguém botar defeito. Monterrey (MEX), Auckland City, da Nova Zelândia, e o poderoso Chelsea (ING) já estão classificados para a competição no fim do ano.

O desconhecido grandalhão se fez gigante: milhões de gritos fizeram ecoar o nome do goleiro Cássio (Sérgio Barzaghi/Gazetapress
Duelo de titãs nas semifinais: o então campeão Santos ficou pelo caminho (Divulgação)

O conjunto foi o maior destaque desse time de operários.
Jogadores do povo, com estrelas de campeão
 (Marcelo Pereira/Terra)

Mais luta do que futebol

O Corinthians entrou em campo invicto na Libertadores. O Boca Juniors foi ao Pacaembu sem ter perdido nenhum jogo fora de casa. Jogaço? Lutaço! Os primeiros minutos fizeram inveja a Anderson Silva e Chael Sonnen. Soco de Chicão em Mouche, empurrão de troco, tapa de Erviti em Paulinho... Mais tarde, ainda haveria exibição de "El Tanque" Santiago Silva, com cotovelada em Castán e tentativa de imobilização em Ralf.

Futebol mesmo apareceu pelos pés de Sheik. Com velocidade, ousadia e toques rápidos, o camisa 11 era quem menos tinha medo da decisão. Ousadia que provocou o maior drama do primeiro tempo: um choque entre Somoza e o goleiro Orion.

O camisa 1 do Boca caiu por três vezes no chão e não suportou a dor. Saiu aos prantos, consolado pelo técnico, o ex-goleiro Julio César Falcioni. E por ironia do destino, o reserva Sosa, pouco mais de um ano depois, voltou ao Pacaembu. Era ele o goleiro do Peñarol (URU), que perdeu a final da Libertadores de 2011 para o Santos.

Alex não confiou nem em Orion nem em Sosa. Tentou quatro finalizações de fora da área, sem sucesso. Do outro lado, Riquelme, que antes do jogo tomava água e gargalhava, foi só rascunho do grande jogador que entrou para a história. Era constrangedor seu esforço, em vão, para correr e achar os companheiros, limitados tecnicamente. Fim de primeiro tempo com a certeza de que o segundo não poderia ser pior.

Ele resolve. E ponto. (AFP)

Sheik para a história

O empate levaria o jogo para a prorrogação, e Riquelme, que mal conseguia jogar 90 minutos, parecia querer disputar 120. Rolou no chão, demorou para cobrar escanteio, mexeu com o equipamento dos fotógrafos e fez falta digna de jogador juvenil. Na cobrança, a bola esperou por um toque consciente, que veio do calcanhar de Danilo. Sheik, no lugar certo, na hora certa, fuzilou Sosa e deixou o Pacaembu em êxtase.

A vantagem expôs ainda mais a limitação do Boca. Riquelme, em atuação de dar pena, não criou nada. O único recurso, mesmo depois que Falcioni colocou o atacante Cvitanich no lugar do meia Ledesma, eram os cruzamentos. Os argentinos abriram o meio e se cansaram, cenário dos sonhos para o Corinthians garantir o título invicto (oito vitórias e seis empates).

Mouche, sozinho, teve a única boa chance dos visitantes durante o jogo. Cabeceou nas mãos de Cássio. Uma caridade do atacante para que o goleiro, brilhante no mata-mata, pudesse aparecer na decisão. Riquelme, de 34 anos, não era o único "velhinho" cambaleante em campo. Schiavi, aos 39, errou passe fácil no campo de defesa. Deu nos pés de quem não poderia dar. Daquele que nasceu para ser vencedor. Tricampeão brasileiro nos últimos três anos, Emerson arrancou para a glória definitiva. Deixou Caruzzo para trás como se o rival nem existisse e tocou com categoria. Não parou de correr nem na comemoração, quando foi perseguido pelo preparador físico Fábio Mahseredjian, outro craque desse título.

Daí para frente foi só festa. O Boca não tinha mais o que fazer, e os "antis" já nem secavam mais. A torcida orgulhosa por ter sido fiel e Fiel na Libertadores, viajou por alguns segundos. Lembrou-se do vacilo de Guinei, da cobrança de pênalti de Marcelinho Carioca, do "pega, pega" do Morumbi, do gol de Vágner Love e de ter descoberto quem era o Tolima. Exemplos que invertem a letra do hino. Teu passado é uma lição. Teu presente, uma bandeira.

Enquanto os adversários terão de pensar em novas brincadeiras a partir de agora, a torcida grita "É campeão!". Duas palavras que valem mais do que todas escritas acima.


* por Alexandre Lozetti, em 05/07/2012 para o Globo.com

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Goleadas sem sentido. Mas que dizem muito.


Somos todos filhos do Brasil. Alguns se orgulham, outros não.

Vemos futebol por todos os lados. Muitos gostam, outros não.

Entre os que gostam, todos consomem futebol. Uns são fanáticos, outros não.

Seja entre os fanáticos, os apenas que gostam, os que simplesmente conhecem ou até mesmo entre os que desconhecem futebol, todo mundo é chegado em criticar treinador. Não só o do time de coração, mas principalmente o da Seleção da CBF.

O torcedor brasileiro já nasce com predisposição pra chamar de burro o primeiro que for à linha lateral dar instruções ao time. Sejam as instruções válidas ou não.

Os erros e acertos do recrutador de cada Copa repercutem mais do que os de um Presidente da República. Uma escalação mal feita é mais revoltante que um aumento da taxa de juros, por exemplo.

Mano Menezes parece ter estudado com monges tibetanos, tamanho o equilíbrio que demonstra nas entrevistas ao tratar de temas mais embaraçosos. Equilíbrio que às vezes dá sono no telespectador. A impressão é de apatia.

Mas ao contrário do que poderia acontecer em um clube ou outro, não é a torcida brasileira que vai derrubar o Mano do cargo. Só um vexame histórico poderia tirá-lo do comando da comissão técnica antes de 2014. Goleada(s) para a Argentina, talvez.

Lembremos que nem mesmo a ridícula eliminação da Copa América, aquela dos pênaltis batidos com o nariz, foi capaz de promover alguma mudança.

De amistoso em amistoso, o que resta ao povo – que se acha dono da Seleção apenas para ter algo a se orgulhar – é testar a própria paciência, acompanhando jogos medíocres contra equipes medianas e goleadas enganadoras como a de ontem, sobre a China.

Mas haja paciência, Mano

Correndo da Colina

Nesse meio tempo, em São Januário, Ricardo Gomes deixou um time campeão nas mãos de seu assistente, mas o Cristóvão da Cruz de Malta não conseguiu descobrir a América. Pior que isso, viu o time perder peças importantes. Sob a desconfiança de muitos, Cristóvão Borges manteve o Vasco da Gama por número recorde de rodadas no G-4 do Brasileirão, e o time continua exatamente na mesma posição de quando ele o assumiu.

Mas não: para a torcida, ele era burro; para alguns jogadores, ele não servia.

Eis que na 23ª rodada, os jogadores caem de quatro para o Bahia, em casa. Com todo o respeito ao tricolor da boa terra, mas 4x0? Difícil não pensar em boicote.

Aí, meu amigo, o negócio foi pedir o boné e pegar ouro trem-bala. Sem condições.

Cristóvão e Dinamite entraram naquele famoso acordo:
o clube entrou com o pé e o treinador entrou com o traseiro. Sacanagem.
(Djalma Vassão/Gazetapress)
Pelo o que dá para enxergar daqui de longe, Cristóvão não merecia esse tratamento. Pena que na Seleção da CBF não dá para acontecer coisa parecida.

sábado, 30 de junho de 2012

Show do intervalo

Eis que o primeiro tempo da decisão da América termina empatado. Pelas circunstâncias, a segunda parte do confronto começa melhor para o time brasileiro. O garoto Romarinho virou definitivamente o mais novo xodó da torcida, ao calar a Bombonera numa boa, como se não houvesse nada mais a sua volta. Nenhum peso, nenhum obstáculo, nada.
Uma ilha de tranquilidade na pulsante 'catedral do futebol'. Gol. (Djalma Vassão/Gazeta Press)

Encobrindo Orion com espantosa calma e sutil consciência, o rapaz de Palestina (SP) derramou um belo balde de água gelada na festa argentina, que até os 85 minutos de jogo fazia todo o estádio tremer. Ao menos Romarinho não tremeu. Longe disso!

Instantes depois, o corintiano quase engasga com o coração que veio à Boca, no lance que la pelota de Viatri explodiu no travessão, voltou para a testa de Cvitanich e rosqueou para fora do gol. Sorte de campeão?

Falando em campeão, teremos taça levantada já no domingo. Enquanto o segundo tempo da decisão de 180 minutos não começa, fiquemos com as atrações do intervalo: domingo tem final da UEFA Euro em Kiev, entre Espanha e... Itália! Não é que a squadra azzurra passou pelo ótimo time alemão?

Por mais marrento que seja, Balotelli vem merecendo aplausos. Decidiu se tornar o verdadeiro Super Mario da Eurocopa até aqui, anotando gols importantes e chegando à final como o maior trunfo italiano. Ao contrário da Espanha, a Itália tem um camisa 9 com moral elevado para o duelo. 
Super Marra: 'Comemorar gol por quê? O carteiro vibra quando entrega carta?' (Agence France Presse)

Para tentar o bi consecutivo, a Fúria tem um time mais técnico. Toca a bola de um lado para o outro até que, de repente, aparece alguém de cara para o gol. Na última decisão de UEFA Euro, teve El Niño varrendo a Alemanha de uma vez só. Na última decisão de Copa, o nome do 1x0 foi Andrés Iniesta.

Enquanto estiveram no grupo C, as duas seleções finalistas do próximo domingo empataram em 1x1, em jogo que Fernando Torres perdeu chances preciosas de gol. A Itália acaba de bater o bicho-papão alemão e a Espanha passou pelos portugueses a duros pênaltis. Atração imperdível. A dimensão do que representa o encerramento da UEFA Euro 2012 fez a Globo/CBF remanejar os horários da 7ª rodada do Brasileirão, para transmissão da final. 

Brasileirão que teve mais alterações na tabela. O jogo entre Corinthians e Botafogo foi adiado, assim como vários compromissos do Santos tiveram datas modificadas em 2011. Detalhe: o Botafogo não tem nada a ver com o Corinthians estar na final continental. É com essa organização do improviso remendado e do favorecimento restrito a parceiros políticos que a CBF quer que um dia nosso campeonato se compare às maiores ligas europeias. Pífio.

Mas ainda há rodada, no fim das contas, com duelos interessantes. Destacando os primeiros colocados, teremos o Cruzeiro (1º) colocando a liderança à prova contra o São Paulo de Milton Cruz.

De olho nela está o Atlético Mineiro (2º), que vai com R49 ao Olímpico, na estreia de Zé Roberto pelo Grêmio (4º).

O Vasco (3º) está no retrovisor dos mineiros, e pretende atravessar a Ponte Preta no Rio.

O Flu (5º) também espia o G-4, mas antes precisa fazer bom resultado nos Aflitos.

De olho em tudo isso estará você, torcedor brasileiro. Enquanto o segundo tempo da decisão não começa, o melhor programa é apreciar os gols da rodada no show do intervalo.
Não saia daí, voltamos já. (ThinkStock)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Great times are coming



Independente do que aconteça, a semana que começa já é histórica.

Você já arrisca algum palpite?
Para os corintianos, eu diria inesquecível. O time reserva acaba de vencer de virada o maior rival e vai à Bombonera decidir pela primeira vez uma Copa Libertadores. Se o fim da última frase soa surreal para você, só há duas opções: ou você é anti-corintiano fervoroso e ainda não quer acreditar no que está acontecendo ou esteve em coma nos últimos meses e não viu os comandados de Tite eliminarem o atual campeão da América.

Os hermanos do Boca, donos de uma das camisas mais pesadas da Sul América, sonhavam com uma tríplice coroa, mas viram o Arsenal de Sarandí vencer o Apertura pela primeira vez. Para tentar igualar o Indepediente como o maior campeão da Libertadores (7x), todas as atenções se voltam ao Corinthians, que está louco para finalmente carimbar o passaporte.

Enquanto isso, no Velho Continente, as semis se desenharam sem surpresas. CR7 vem mandando bem, mas dará de cara com seus velhos conhecidos espanhóis. Do outro lado, a Alemanha vem sobrando e encara os azarões italianos, que suaram nos pênaltis para passar pelo limitado time inglês.

A italianada suou frio mesmo foi quando baixou o espírito de Loco no Pirlo... Mamma mia!

Acredito que a maioria espera por uma final entre Espanha e Alemanha, que realmente são as duas melhores seleções do planeta hoje. Mas não custa nada lembrar que na mesma Europa vimos Real e Barça caírem do pedestal do favoritismo na Champions League 2011/2012.


Por fim, o Brasileirão, que ainda está no começo. Ainda tem um ano inteiro para recuperar os pontos perdidos. Santos e Palmeiras só podem estar pensando assim, pois ainda não ganharam de ninguém após seis das 38 rodadas. Será possível que os octacampeões passarão por perrengues em 2012? Bom, problema deste tamanho relegaria o tal do apocalipse a segundo plano em dezembro.

Na ponta de cima, o Atlético Mineiro, como em todo começo de campeonato. Agora vai, Ronaldinho? A outra metade de BH (desculpa, América) também ri a toa, e na frente do rival. Celso Roth acertou a cozinha celeste lá atrás e Montillo ressuscitou contra o ex-líder Vasco da Gama.

Noves fora, esse foi o balanço do BR-12 até aqui: o Fluminense emendou duas goleadas, o Inter se recuperou em Recife e o São Paulo está de ressaca pós-eliminação. Os tricolores paulistas vestiram os famigerados narizes de palhaço e pretendem organizar um tal projeto "Morumbi Zero". Já os tricolores do Sul trataram de levantar logo a cabeça e o Flamengo foi derrubado pela avalanche do Olímpico.

Próxima parada: La Bombonera, quarta-feira, dez da noite. O caldeirão vai pulsar. Assim como os alvinegros devem fazer festa sem igual na semana seguinte.

Mais uma semana de futebol. Mais uma semana de muita história para contar.

Forte parceria xeneize com a indústria do papel higiênico


Assim fica fácil decorar o hino, malandrão! Belo mosaico

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Kajobs Reloaded: a volta do que não se foi

Olha a gente aqui de novo. Quatrocentos dias se passaram. 400!

A essa altura, crianças nascidas depois da minha última postagem no blog já sabem dançar o tchu-tcha-tchá e todas as modinhas de Neymar.

Na entressafra ociosa desse blogueiro por esporte também deu tempo do Brasil perder um caminhão de pênaltis e fracassar na Copa América. Quem não repetiu nenhuma piadinha do Elano que atire a primeira pedra... Falando em Elano, pudemos ver o Santos ser tri da Libertadores e cozinhar o BR-11 em banho-maria pensando no Messi. Brasileirão que foi faturado pelo Corinthians, na excelência da sua volância.

Se a galera do Barcelona impediu o trimundial, o Peixe abriu o ano de seu centenário com a trinca consecutiva do Paulista - sobre o valente time do Guarani - e tenta voltar ao Japão papando mais uma Liberta. Só que tem parada duríssima na semifinal. Os corintianos estão otimistas como nunca. Não vêem a hora do time de melhor defesa da história do torneio consolidar a (mínima) vantagem construída na vila famosa e fazer uma final inédita. Tudo indica que com o Boca, o terror dos brasileiros.

Apesar de hoje ser quase um feriado em São Paulo devido à grandeza da partida, é claro que o mundo do futebol não se resume a Corinthians e Santos. A Copa do Brasil pode ter choque-rei na final, desde que palmeirenses e tricolores mantenham-se à frente no placar dos jogos de 180 minutos. Mas Grêmio e Coritiba são ótimos times e dificultam a vida dos palpiteiros de plantão.

Temos ainda comendo solta a UEFA Euro 2012. As quartas-de-final foram definidas ontem e a expectativa é de grandes jogos daqui pra frente. Entre amanhã e domingo, pela ordem: República Tcheca x Portugal; Alemanha x Grécia; Espanha x França e Inglaterra x Itália.

Bom, imagino que o time de todo mundo jogue ao menos uma vez entre hoje e domingo. Então muita cerveja e futebol para todos vocês, sejam dois, três ou cem leitores desse blog, que inclusive está de roupa nova para comemorar a recarga de bateria. E aos colegas do ATC, fiquem tranquilos, pois continuarei firme e forte defendendo as cores do meu time no espaço reservado.

Ah, boa sorte aos roedores de unha hoje à noite...

Destaques individuais do clássico da noite na Libertadores
(Fotos: Ari Ferreira e Ricardo Saibun/Santos FC)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Velho jeito moleque [1]

O Santos mais uma vez teve que pagar pelas traquinagens do seu camisa 11. Quase que a travessura da vez custa os 3 pontos mais preciosos do ano para o Peixe.

A vitória estava demorando a ser construída na Vila Famosa, quando Elano abriu o placar em belo gol de falta. Danilo, bem mais solto em campo do que no clássico contra o Palmeiras, ampliou a vantagem, o que deixou a torcida bem menos preocupada.

A comemoração da primeira Vitória (com V maiúsculo, mesmo) do time na Libertadores seria bem menos dramática se Neymar, após marcar um golaço, não tivesse sido expulso, ao tomar o segundo amarelo comemorando com uma máscara.

O Neymar não precisa disso.

Todo jogador está cansado de saber que o ato é punível com cartão. E ele já estava pendurado.

Uma vez mascarado, duas vezes amarelado. Moleque danado, fez gol refinado.
(Lancepress)


Após a besteira feita, eis que Zé Eduardo tratou de complicar ainda mais as coisas indo embora mais cedo também, minutos depois. Ganhando o jogo de 3x0 o time ficou sem seus dois atacantes. Martelotte foi à loucura.

O Colo Colo quase descola um pontinho de volta para Santiago, diminuindo em um intervalo de 5 minutos a diferença para 3x2. Elano ainda deu conta de ser expulso do banco de reservas ao atirar uma toalha no técnico adversário, quase no fim da partida. Três desfalques importantíssimos para a próxima partida decisiva contra o Cerro, no Paraguai.

Resumo da ópera: o Santos tem um ótimo time, é verdade. Muricy Ramalho, técnico de ponta (ainda que mata-mata não seja seu ponto forte), está para assumir o cargo. Mas a equipe não parece ter chances para alçar voos mais altos. Para disputar e ganhar uma competição como essa é preciso mais do que plasticidade nas jogadas e um forte poderio de ataque: o Espírito de Libertadores é algo que falta ainda para estes meninos da Vila.

Muricy terá pouco tempo para tentar fazer com que o time fique com a sua cara. A torcida está desconfiada, pois ninguém imagina ver o Santos jogando feio. Aliás, esta é a dúvida que fica no ar, com a sua ida para Santos: Muricy abrirá mão de seu estilo defensivo com as características do elenco que terá em mãos? É esperar pra ver.

Mas pelo menos na cabeça dos jogadores ele vai ter que dar um jeito à curto prazo, pois senão a molecada vai ficar de fora da festa antes mesmo dela começar. E ele poderá ter trocado uma frustração por outra, saindo das Laranjeiras.

Afinal, não é só o Corinthians que sofre do ‘mal da Libertadores’...