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domingo, 21 de outubro de 2012

Série Campeões: PALMEIRAS, NOSSA VIDA É VOCÊ! *


Quiseram diminuir o Palmeiras. Fora e dentro do clube. Quiseram demitir Felipão. Fora, dentro, e nas redações. Quiseram minar o grupo com bombas de efeito retardado. Quiseram. Mas não conseguiram. Querer não é poder quando se tem a força de um Palmeiras.

O Palestra é enorme. Maior que os próprios erros. Muito maior que as limitações de banco e de campo. Infinitamente superior aos que acham que o futebol é uma ciência exata. Ou, em alguns casos, uma paixão clubista imprecisa. Gente que acha que o Palmeiras se apequena tem miopia histórica. Gigantes tropeçam. Caem para aprender a se levantar. O clube e o time e a diretoria e a comissão técnica erraram demais nos últimos tristes tempos. Mas nem eles conseguem diminuir paixão tão forte como a que o levou além das limitações.

No Alto da Glória o time quebrou um jejum de 12 anos sem títulos nacionais
(Fernando Borges/Terra)
O Palmeiras foi grande na Copa do Brasil 2012. Foi Palmeiras. Superou na decisão um Coritiba que pintava como favorito, e até foi melhor na primeira partida, em Barueri – mas perdeu por 2 a 0, na única chance palmeirense na primeira etapa, e, no segundo tempo, na bola parada dinâmica de Marcos Assunção. O Coxa não conseguiu reverter a desvantagem na finalíssima e foi um bravo bivice-campeão da Copa. Perdendo a decisão para um ainda mais bravo bicampeão: o Palmeiras de Felipão. Campeão em 1998 com uma Via Láctea armada pela Parmalat, que daria o passaporte para a Libertadores enfim conquistada em 1999; bicampeão invicto do torneio com um Palmeiras de vacas magras e elenco enxuto. Mas vencedor. Como o clube.

Marcos Assunção, bastante emocionado na comemoração:
um dos maiores responsáveis pela conquista

(Marcos Ribolli/Globoesporte.com)
Palmeiras que reconstrói o Palestra e, por ainda estar sem casa, é um time errante e que erra demais. Muitas vezes tem se perdido. Mas se encontra no palmeirense que o acolhe. Ajudando a reencontrar o caminho que ninguém conheceu melhor no século passado. Verdão que estreou em 2012 vencendo duas vezes o Coruripe, mandando o segundo jogo em Jundiaí, em mais um lar de aluguel, onde o time se sentiu em casa pelo palmeirense que não escolhe lugar. Na fase seguinte, com dois gols de Leandro Amaro, eliminou o Horizonte, no Ceará, por 3 a 1, cancelando a volta. Nas oitavas, ganhou bem do Paraná por 2 a 1, em Curitiba, e goleou por 4 a 0, em Barueri. Nas quartas-de-final foi prejudicado pela arbitragem contra o Atlético, no Paraná, no empate por dois gols. Em Barueri, convincente vitória por 2 a 0 sacramentou classificação para as semifinais.

Vaga carimbada para a final
(Wagner Carmo/Gazeta Press)
O Grêmio parecia favorito contra um Palmeiras que começara mal o BR-12 depois de um pífio final de Paulistão. Mas dois gols nos últimos minutos de Mazinho e Barcos em Porto Alegre deixaram o Verdão em ótima condição para decidir em Barueri. Numa partida em que muitos não conseguiram chegar ao estádio, de tanta gente que não tinha mesmo cabimento no pequeno estádio para tamanha paixão, o Palmeiras superou a violência do rival para empatar por 1 a 1 e voltar a uma decisão nacional.

Superando as desconfianças internas e externas como grande que é. Passando do céu ao inferno como Valdivia, que fazia tudo até se perder por nada. Enorme como foi Bruno, da Academia de goleiros palmeirenses. Eficiente como a dupla de zaga protegida por Henrique, testa quente como o coração no Alto da Glória. Letal como a bola parada de mais um Marcos que garantiu a Assunção verde. Decisivo como mais um Mazinho campeão palmeirense. Histórico como um Betinho que só acertou uma bola. A do título. Invicto.


Palmeiras que sofreu com joelho operado de Wesley, com apendicite de Barcos, com tornozelo torcido de Maikon Leite, com Luan se arrastando nos 20 finais, com Henrique superando tudo. Vários nomes muito comuns e ainda mais próprios reescreveram com sangue, dor e amor a história do Palmeiras duas vezes campeão da Copa do Brasil, oito vezes campeão brasileiro, primeiro campeão da Copa dos Campeões.

Não foi por acaso. Sim por ser Palmeiras.




* por Mauro Beting, em 12/07/2012 para o Diário Lance!.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Goleadas sem sentido. Mas que dizem muito.


Somos todos filhos do Brasil. Alguns se orgulham, outros não.

Vemos futebol por todos os lados. Muitos gostam, outros não.

Entre os que gostam, todos consomem futebol. Uns são fanáticos, outros não.

Seja entre os fanáticos, os apenas que gostam, os que simplesmente conhecem ou até mesmo entre os que desconhecem futebol, todo mundo é chegado em criticar treinador. Não só o do time de coração, mas principalmente o da Seleção da CBF.

O torcedor brasileiro já nasce com predisposição pra chamar de burro o primeiro que for à linha lateral dar instruções ao time. Sejam as instruções válidas ou não.

Os erros e acertos do recrutador de cada Copa repercutem mais do que os de um Presidente da República. Uma escalação mal feita é mais revoltante que um aumento da taxa de juros, por exemplo.

Mano Menezes parece ter estudado com monges tibetanos, tamanho o equilíbrio que demonstra nas entrevistas ao tratar de temas mais embaraçosos. Equilíbrio que às vezes dá sono no telespectador. A impressão é de apatia.

Mas ao contrário do que poderia acontecer em um clube ou outro, não é a torcida brasileira que vai derrubar o Mano do cargo. Só um vexame histórico poderia tirá-lo do comando da comissão técnica antes de 2014. Goleada(s) para a Argentina, talvez.

Lembremos que nem mesmo a ridícula eliminação da Copa América, aquela dos pênaltis batidos com o nariz, foi capaz de promover alguma mudança.

De amistoso em amistoso, o que resta ao povo – que se acha dono da Seleção apenas para ter algo a se orgulhar – é testar a própria paciência, acompanhando jogos medíocres contra equipes medianas e goleadas enganadoras como a de ontem, sobre a China.

Mas haja paciência, Mano

Correndo da Colina

Nesse meio tempo, em São Januário, Ricardo Gomes deixou um time campeão nas mãos de seu assistente, mas o Cristóvão da Cruz de Malta não conseguiu descobrir a América. Pior que isso, viu o time perder peças importantes. Sob a desconfiança de muitos, Cristóvão Borges manteve o Vasco da Gama por número recorde de rodadas no G-4 do Brasileirão, e o time continua exatamente na mesma posição de quando ele o assumiu.

Mas não: para a torcida, ele era burro; para alguns jogadores, ele não servia.

Eis que na 23ª rodada, os jogadores caem de quatro para o Bahia, em casa. Com todo o respeito ao tricolor da boa terra, mas 4x0? Difícil não pensar em boicote.

Aí, meu amigo, o negócio foi pedir o boné e pegar ouro trem-bala. Sem condições.

Cristóvão e Dinamite entraram naquele famoso acordo:
o clube entrou com o pé e o treinador entrou com o traseiro. Sacanagem.
(Djalma Vassão/Gazetapress)
Pelo o que dá para enxergar daqui de longe, Cristóvão não merecia esse tratamento. Pena que na Seleção da CBF não dá para acontecer coisa parecida.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Kajobs Reloaded: a volta do que não se foi

Olha a gente aqui de novo. Quatrocentos dias se passaram. 400!

A essa altura, crianças nascidas depois da minha última postagem no blog já sabem dançar o tchu-tcha-tchá e todas as modinhas de Neymar.

Na entressafra ociosa desse blogueiro por esporte também deu tempo do Brasil perder um caminhão de pênaltis e fracassar na Copa América. Quem não repetiu nenhuma piadinha do Elano que atire a primeira pedra... Falando em Elano, pudemos ver o Santos ser tri da Libertadores e cozinhar o BR-11 em banho-maria pensando no Messi. Brasileirão que foi faturado pelo Corinthians, na excelência da sua volância.

Se a galera do Barcelona impediu o trimundial, o Peixe abriu o ano de seu centenário com a trinca consecutiva do Paulista - sobre o valente time do Guarani - e tenta voltar ao Japão papando mais uma Liberta. Só que tem parada duríssima na semifinal. Os corintianos estão otimistas como nunca. Não vêem a hora do time de melhor defesa da história do torneio consolidar a (mínima) vantagem construída na vila famosa e fazer uma final inédita. Tudo indica que com o Boca, o terror dos brasileiros.

Apesar de hoje ser quase um feriado em São Paulo devido à grandeza da partida, é claro que o mundo do futebol não se resume a Corinthians e Santos. A Copa do Brasil pode ter choque-rei na final, desde que palmeirenses e tricolores mantenham-se à frente no placar dos jogos de 180 minutos. Mas Grêmio e Coritiba são ótimos times e dificultam a vida dos palpiteiros de plantão.

Temos ainda comendo solta a UEFA Euro 2012. As quartas-de-final foram definidas ontem e a expectativa é de grandes jogos daqui pra frente. Entre amanhã e domingo, pela ordem: República Tcheca x Portugal; Alemanha x Grécia; Espanha x França e Inglaterra x Itália.

Bom, imagino que o time de todo mundo jogue ao menos uma vez entre hoje e domingo. Então muita cerveja e futebol para todos vocês, sejam dois, três ou cem leitores desse blog, que inclusive está de roupa nova para comemorar a recarga de bateria. E aos colegas do ATC, fiquem tranquilos, pois continuarei firme e forte defendendo as cores do meu time no espaço reservado.

Ah, boa sorte aos roedores de unha hoje à noite...

Destaques individuais do clássico da noite na Libertadores
(Fotos: Ari Ferreira e Ricardo Saibun/Santos FC)

sábado, 14 de maio de 2011

7x: O que há de errado com o tricolor

“Me sinto envergonhado. Se eu pudesse, colocava a cabeça no buraco e me escondia. Ser eliminado dessa forma não dá.”
“Nunca fui tão humilhado em minha carreira. Mereço respeito.”

Não, não são declarações da equipe do Palmeiras após o vexame em Curitiba, há 10 dias. Essas são falas de Rogério Ceni e Rivaldo, respectivamente, após derrota para o Avaí e eliminação na Ressacada.

Mas é pra tanto?

O "rapa" no tricolor já fez a primeira vítima:
PC Carpegiani.
 (Warner Music)
Por que o SPFC não dá liga?
1) Ultimamente a diretoria tem se preocupado mais com a parte “veremos quem manda mais” do que com a “joguemos para ganhar tudo”. Briguinhas de bastidores, polêmicas sobre sucessão de cargos políticos, contratações não tão acertadas... Caramba, estou falando do São Paulo, o exemplo em administração no futebol!
>> Exemplo de administração, superioridade absoluta no Brasil em todos os sentidos, o time que não tem crise: estes chavões soberbos estão mais do que batidos.

2) O São Paulo é um time cheio de atacantes com características individualistas. A maioria vive de fases e é inconstante dentro da equipe. Com exceção de Dagoberto, que parece ter finalmente desencantado em 2011 (mas isso só o Brasileirão poderá nos dizer), temos vários bons jogadores que não conseguem se firmar.
>> Culpa do técnico? Talvez, se não fossem dadas tantas chances a todos eles, em tudo quanto é esquema ou posição.

3) Olhando para o meio-campo do São Paulo, vemos Lucas, que começa a sentir o que é a pressão da torcida, assim como Kaká, Julio Baptista e até Luis Fabiano já sentiram. Ontem o garoto era “a joia do Morumbi”. Hoje, já não passa de mais um “pipoqueiro”... Façam-me o favor!
Ao lado dele, PCC contava com Ilsinho, que hoje também seria titular em qualquer time do Brasil. Nenhum dos dois poderia reclamar por falta de oportunidades, pelo contrário. É difícil quando os dois podem jogar.
Ainda temos Rivaldo. A história riquíssima do camisa 10 no futebol mundial não basta para que ele seja titular absoluto do time, tem que estar bem para começar jogando. E infelizmente o ex-melhor do mundo não vingou no tricolor, essa é a verdade. Depois de estreia promissora, nunca mais se viu aquele futebol que todos imaginavam que ele ainda mostraria. Todos sabem que, do alto de seus 38 anos de idade, Rivaldo não tem como acompanhar a correria da molecada. Mas sua capacidade com a bola nos pés, principal motivo da sua contratação, não está sendo aproveitada. Perseguição do técnico? Balela.
>>Jogador pode até ser titular apenas pela fase boa, mas não por apenas ter seu nome reconhecido. É preciso mostrar no dia-a-dia, nos treinos, para que veio e o que quer. Rivaldo é ídolo nacional, mas nem por isso deve ser intocável no SPFC.

O jogador-presidente não encontrou em quem mandar no São Paulo.
Chiou, falou demais e manteve as palavras.
(AE)

4) Laterais. Enquanto o recém-contratado Juan tomou conta da esquerda, como não poderia deixar de ser (mas também se esperava mais dele), o eternamente improvisado Jean não enche mais os olhos da exigente torcida. Marca bem, mas quando sobe ao ataque é uma lástima.

5) Ah, a zaga... Como é que um trio de zaga formado por ninguém menos que Alex Silva, Miranda e Rhodolfo não para de tomar gols? O que há de errado com o Pirulito? Será que o Miranda desaprendeu? Rhodolfo parece ser o mais lúcido no sistema defensivo do time nesta temporada, e de quebra, vem marcando seus gols. Xandão faz o que pode, mas quando substitui algum deles, é limitado. O Santos que o diga.
>> Enquanto Juvenal nem sabe se poderá contar com os dois carecas para o Brasileirão (ops, o Miranda já foi vendido), Rhodolfo por enquanto está livre de contestação. Ponto para Carpegiani, que no início do ano o indicou para o time no lugar de Coattes, preferência da diretoria.

6) Voltando ao Rivaldo. ENORME MANCADA ao disparar contra Carpegiani, passando toda a pressão do time para as costas de um personagem só. Não sei por que, mas me vieram o Uzbequistão e o Scolari à mente agora...
Sir Juvenal decidiu ficar do lado do jogador, posição mais confortável para quem bancou sua arriscada vinda e pode muito bem contratar um Cuca da vida daqui a uns dias.
- Contatar e contratar técnico já empregado... ‘Pode isso, Arnaldo’? [/Galvão]
- Meu caro, esta é a coisa mais normal do mundo. [/Juvenal]

7) A torcida está corretíssima em não tolerar um time sem aquela gana, aquela vontade de jogar para ser campeão. É com isso que ela foi muito bem acostumada nos últimos anos. Só não pode mais uma vez crucificar os caras errados.

>> E nisso, a nação são-paulina é mestra.

Apesar da forma como o time tomou os gols e de como se portou em campo, Ceni não deveria temer tanto pela colocação final do São Paulo no Brasileirão 2011.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Velho jeito moleque [2]

Lucas acabaria perdendo a paciência com o seu carrapato. Ambos levaram o vermelho.
(Futura Press)


Se Neymar já não surpreende mais ninguém a cada expulsão, Lucas mostrou a todos que também tem o que aprender para não acabar prejudicando o time em jogos decisivos. Mas antes, o jogo.

Pela distância entre as Séries A e D do Campeonato Brasileiro, alguns até diriam que em Barueri o São Paulo não daria chance e atropelaria o Santa Cruz.

Pelo jogo de ida no Arruda, todos sabiam que seria pedreira. E como foi suada a classificação!

O Santa se propôs apenas a uma coisa: não deixar o São Paulo jogar. Até conseguiu por muito tempo, mas ao contrário de semana passada, falhou.
Falhou primeiramente no gol de cabeça do zagueiro Rhodolfo, aos dez da primeira etapa. Como faz gol o Rhodolfo! Dessa vez a cambalhota deu certo, mas ainda pode melhorar... Suas atuações seguras também na marcação, antecipação e no posicionamento lhe renderam a titularidade absoluta num time que já conta com excelentes opções, entre elas (ainda) Miranda. Alex Silva também fez grande partida.

Cenas incomuns foram presenciadas pelos torcedores na Arena. Éverton Sena colou em Lucas de tal maneira que não o deixou sozinho nem na formação de barreira. Isso que é seguir o comando à risca!

Outra coisa que não se vê todo dia é goleiro fazendo gol. Goleiro fazendo 100 gols então, nem se fala. Para isso, o futebol conta com Rogério Ceni. Mas dessa vez o lendário goleiro-artilheiro abriu mão da eficiência de sempre e quis surpreender com uma cavadinha, sendo bem infeliz: Tiago Cardoso não foi na dele e agarrou a cobrança no centro do gol.

O jogo foi até mais pegado do que o esperado, com o time todo do Santa chegando junto nos 90 minutos. Oito amarelos. Quatro expulsões. Alta tensão em partida que se encaminhava para a disputa de penalidades.

Carpegianni, como de costume, mexeu na estrutura do time, sacando Casemiro e dando lugar ao habilidoso Ilsinho. Foi dele a jogada do gol da classificação para as oitavas de final, tabelando com Willian José (excelente pivô do garoto!). Dois a zero, e vaga assegurada. Mas o jogo não acabara por aí.

Reserva de luxo, Ilsinho arma o chute para decidir jogo tenso na Arena Barueri.

(Miguel Schincariol/Lancepress)

Éverton Sena e Lucas ficaram tão grudados durante os dois jogos que teriam que sair de campo de maneira diferente. E assim o juiz o fez. Exageradamente ou não, mandou os dois pra fora, alegando ter visto uma cotovelada no 7 coral, após a enésima falta feia sofrida pelo 7 sãopaulino.

Mas Lucas chamou mesmo a atenção por sua reação após o ocorrido. Revoltado com a decisão do árbitro, o menino descontrolou-se e foi pra cima do homem de amarelo. Deu trabalho para sair de campo, e a dura que ele ouviu do técnico não foi brincadeira.

Com a cabeça mais fria, certamente o craque deve ter se arrependido do que fez, e principalmente aprendido com o erro. Caso o São Paulo precisasse ainda mais de seu talento em campo, numa eventual situação adversa da partida, seu choro no vestiário teria sido muito mais amargo.

Os meninos também têm o direito de errar. Basta esperteza para corrigir-se enquanto há tempo.

E tempo... Tempo eles têm de sobra, sobretudo para fazer o que mais sabem: encantar a todos nós, amantes do futebol.