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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Kajobs Reloaded: a volta do que não se foi

Olha a gente aqui de novo. Quatrocentos dias se passaram. 400!

A essa altura, crianças nascidas depois da minha última postagem no blog já sabem dançar o tchu-tcha-tchá e todas as modinhas de Neymar.

Na entressafra ociosa desse blogueiro por esporte também deu tempo do Brasil perder um caminhão de pênaltis e fracassar na Copa América. Quem não repetiu nenhuma piadinha do Elano que atire a primeira pedra... Falando em Elano, pudemos ver o Santos ser tri da Libertadores e cozinhar o BR-11 em banho-maria pensando no Messi. Brasileirão que foi faturado pelo Corinthians, na excelência da sua volância.

Se a galera do Barcelona impediu o trimundial, o Peixe abriu o ano de seu centenário com a trinca consecutiva do Paulista - sobre o valente time do Guarani - e tenta voltar ao Japão papando mais uma Liberta. Só que tem parada duríssima na semifinal. Os corintianos estão otimistas como nunca. Não vêem a hora do time de melhor defesa da história do torneio consolidar a (mínima) vantagem construída na vila famosa e fazer uma final inédita. Tudo indica que com o Boca, o terror dos brasileiros.

Apesar de hoje ser quase um feriado em São Paulo devido à grandeza da partida, é claro que o mundo do futebol não se resume a Corinthians e Santos. A Copa do Brasil pode ter choque-rei na final, desde que palmeirenses e tricolores mantenham-se à frente no placar dos jogos de 180 minutos. Mas Grêmio e Coritiba são ótimos times e dificultam a vida dos palpiteiros de plantão.

Temos ainda comendo solta a UEFA Euro 2012. As quartas-de-final foram definidas ontem e a expectativa é de grandes jogos daqui pra frente. Entre amanhã e domingo, pela ordem: República Tcheca x Portugal; Alemanha x Grécia; Espanha x França e Inglaterra x Itália.

Bom, imagino que o time de todo mundo jogue ao menos uma vez entre hoje e domingo. Então muita cerveja e futebol para todos vocês, sejam dois, três ou cem leitores desse blog, que inclusive está de roupa nova para comemorar a recarga de bateria. E aos colegas do ATC, fiquem tranquilos, pois continuarei firme e forte defendendo as cores do meu time no espaço reservado.

Ah, boa sorte aos roedores de unha hoje à noite...

Destaques individuais do clássico da noite na Libertadores
(Fotos: Ari Ferreira e Ricardo Saibun/Santos FC)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Velho jeito moleque [1]

O Santos mais uma vez teve que pagar pelas traquinagens do seu camisa 11. Quase que a travessura da vez custa os 3 pontos mais preciosos do ano para o Peixe.

A vitória estava demorando a ser construída na Vila Famosa, quando Elano abriu o placar em belo gol de falta. Danilo, bem mais solto em campo do que no clássico contra o Palmeiras, ampliou a vantagem, o que deixou a torcida bem menos preocupada.

A comemoração da primeira Vitória (com V maiúsculo, mesmo) do time na Libertadores seria bem menos dramática se Neymar, após marcar um golaço, não tivesse sido expulso, ao tomar o segundo amarelo comemorando com uma máscara.

O Neymar não precisa disso.

Todo jogador está cansado de saber que o ato é punível com cartão. E ele já estava pendurado.

Uma vez mascarado, duas vezes amarelado. Moleque danado, fez gol refinado.
(Lancepress)


Após a besteira feita, eis que Zé Eduardo tratou de complicar ainda mais as coisas indo embora mais cedo também, minutos depois. Ganhando o jogo de 3x0 o time ficou sem seus dois atacantes. Martelotte foi à loucura.

O Colo Colo quase descola um pontinho de volta para Santiago, diminuindo em um intervalo de 5 minutos a diferença para 3x2. Elano ainda deu conta de ser expulso do banco de reservas ao atirar uma toalha no técnico adversário, quase no fim da partida. Três desfalques importantíssimos para a próxima partida decisiva contra o Cerro, no Paraguai.

Resumo da ópera: o Santos tem um ótimo time, é verdade. Muricy Ramalho, técnico de ponta (ainda que mata-mata não seja seu ponto forte), está para assumir o cargo. Mas a equipe não parece ter chances para alçar voos mais altos. Para disputar e ganhar uma competição como essa é preciso mais do que plasticidade nas jogadas e um forte poderio de ataque: o Espírito de Libertadores é algo que falta ainda para estes meninos da Vila.

Muricy terá pouco tempo para tentar fazer com que o time fique com a sua cara. A torcida está desconfiada, pois ninguém imagina ver o Santos jogando feio. Aliás, esta é a dúvida que fica no ar, com a sua ida para Santos: Muricy abrirá mão de seu estilo defensivo com as características do elenco que terá em mãos? É esperar pra ver.

Mas pelo menos na cabeça dos jogadores ele vai ter que dar um jeito à curto prazo, pois senão a molecada vai ficar de fora da festa antes mesmo dela começar. E ele poderá ter trocado uma frustração por outra, saindo das Laranjeiras.

Afinal, não é só o Corinthians que sofre do ‘mal da Libertadores’...