Critica do Álbum Usuário
(por Samuel Rocha e Lucas Heitor)
O álbum “Usuário” (1995) da banda Planet Hemp retrata bem a essência do grupo na época. O disco trata – além do tema polêmico que acompanhou a banda desde o inicio, a discriminação da maconha – de temas como: violência policial, das dificuldades enfrentadas pelo cidadão brasileiro, abandono dos menores de rua e o abismo social.
Apesar do preconceito da mídia e da censura sofrida em um dos clipes, o álbum foi sucesso de venda, emplacando hits como: “Mantenha o Respeito”, “Legalize Já” e “Porcos Fardados”.
O disco vendeu 140 mil cópias, ganhou o disco de ouro e fez com que a mídia tivesse outra perspectiva sobre o trabalho musical e ideológico dos membros da banda.
“Usuário” propõe uma mescla de estilos musicais como Rap, Rock, Reggae, Hardcore e elementos psicodélicos com o peso da guitarra e a ousadia das letras que retravam a realidade do subúrbio carioca e a contravenção, tudo com a energia e vontade de mudar o mundo que um jovem comum possui. Pegando carona no sucesso do rap brasileiro – em ascensão nos anos 90 – e na idéia libertária introduzida no pais desde do movimento Tropicalista, o primeiro disco do Planet Hemp saiu do forno.
O grupo, composto por Marcelo D2 (vocalista e letrista), Black Alien (vocal e letra), B. Negão (vocal/letra), Bacalhau (baterista), Formigão (baixo), Rafael Crespo (guitarra) e Zé Gonzáles (pick-ups), teria inúmeros problemas com a legislação e a má interpretação do teor de suas letras. Estes integrantes seriam presos mais tarde após um show, acusados de apologia às drogas. As acusações não se firmaram e os mesmos foram soltos, reforçando ainda mais sua imagem de militantes da liberdade de expressão.
Este disco é considerado um dos discos mais importantes da historia do rock brasileiro, tanto por sua ousadia ao tratar de assuntos polêmicos quanto por misturar vários estilos em suas músicas.
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