sábado, 18 de dezembro de 2010

Quando a zebra vai pro saco

O que será que Samuel Eto’o tinha nessas sacolas?
(Foto: AP Photo/Hussein Malla)

O Mazembe já estava de parabéns por fazer história levando a África a uma decisão de Mundial, mas os italianos já estavam vacinados. Impuseram o ritmo de jogo desde o início, logo abriram dois gols de vantagem e domaram a zebra que havia aprontado demais essa semana.
Internazionale, o melhor time do mundo em 2010. Há quem discorde, pois o Barcelona está voando, mas lembremos que o Barça parou neste mesmo time da Inter na última Champions League.
A disposição tática dos nerazzuri mostrou-se impecável nesses dois jogos. O Julio César foi exigido, quando o Mazembe pressionava no segundo tempo, e deu conta do recado. O Lúcio, um monstro na zaga, para variar. Vai acabar virando apelido. O Tiago Motta, reconhecido por poucos, cobriu os espaços deixados pelo Lúcio naquelas arrancadas estabanadas e segurou a gana dos africanos enquanto eles ainda tinham o que buscar. Javier Zanetti, que já havia feito gol na estréia, mostrou a classe de sempre durante a partida, e teve a honra de levar a taça da Fifa. Stankovic, um baita volante. Samuel Eto’o fez festa na ponta esquerda, fintando e apanhando barbaridade. Guardou o dele, e merecidamente, foi premiado o Bola de Ouro do torneio.

Pelo quarto ano seguido um time europeu fatura o Mundial de Clubes da Fifa
(Foto: AFP Photo/Marwan Naaman)


Para quem dizer que eles tiveram o caminho facilitado, goleando um coreano e um congolês para chegar ao título, foi devido à incompetência do Inter brasileiro no primeiro jogo. Internacional que venceu bem o Seongnam por 4x2 e ficou com o bronze, jogando com o mínimo de dignidade que os torcedores merecem. Ainda na final, o estádio estava pintado de vermelho, e os colorados fizeram mais festa do que os campões. “Inter, Inter!” Os brasileiros é que puxaram o coro.
Só mesmo o futebol explica.

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