domingo, 24 de abril de 2011

Qual a importância de um título estadual?

Antes que eu ouça o coro de “nenhuma!”, digo que sim, um título estadual tem o seu valor.

Já foi o tempo em que um campeonato estadual era o mais importante do ano. Até os anos 50 e 60, era muito mais comemorado do que é hoje, até por ainda não haver uma competição de abrangência nacional. Mas os clubes não são os mesmos? Onde ficou perdida a importância de levantar uma taça tão tradicional do futebol brasileiro? 

Em 2005, ano da Libertadores e do Mundial, o Tricolor ganhou também seu último Paulistão.
De fora das competições internacionais, neste ano é o dono da melhor campanha da 1ª fase.
(AE)

- Um título desses não quer dizer nada... Só assim pro meu time ganhar alguma coisa!
- Ah, depois que eu ganhar o Paulistão eu serei classificado a quê?

- Nem tem graça, no meu estado só tem dois times, o resto é amistoso...

Pois é, há quem não dê a mínima para os estaduais. Há quem ache que eles só atrapalham o primeiro semestre dos clubes, espremendo o calendário. Há quem ache que o nível deles é fraco.

Contrário à maioria, defendo os estaduais como aquele “esquenta” dos times grandes para a temporada. É a hora de deixar o time encaixadinho para o Brasileirão. Também é a oportunidade que muitos clubes do interior não conseguem na Copa do Brasil, de serem vistos por mais gente. Fora isso, as rivalidades regionais são um campeonato à parte, e estimulam a torcida.

Em jogos como esse, ninguém se importa se é estadual, intercontinental ou futebol de botão.
(novohamburgo.org)

Claro, os regulamentos são mal formulados. E esse é o problema a ser corrigido. O Paulistão, mesmo carregando a fama de ser o estadual mais disputado do Brasil, é muito extenso. E é tão simples organizar fórmulas mais curtas de campeonato, que se torna incompreensível o fato da FPF manter longas 19 rodadas se arrastando pelos primeiros meses do ano.

Em um torneio inchado como o Paulista, não há necessidade de todos jogarem contra todos. A forma como são disputados o Carioca e o Gaúcho, em dois turnos, são bem mais interessantes.

Muito se questiona sobre como serão definidos os finalistas em São Paulo, já que após quase 20 jogos na primeira fase, os quatro primeiros não levam nenhuma vantagem para o mata-mata, além do mando de campo em jogo único. O curioso é que em campeonatos como esse, que não tem um regulamento padrão todos os anos, a cada mudança muito se fala, muito se critica, mas antes da primeira rodada, todos os presidentes assinaram concordando. Como diz o Felipão, depois o que resta é calar-se e jogar bola.

Dos quatro grandes, o Palmeiras de Scolari é o de campanha mais surpreendente.
Privilegiando o fortalecimento do setor defensivo, é o que menos perdeu, sofrendo 8 gols em 19 jogos.
(AE)

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