segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sociedade Esportiva Problemas

Salvador Hugo Palaia, cartola alviverde.
Bem longe de ser o salvador tal qual o batizaram há 10 mil anos atrás.
(Foto: iG Esporte)
 

Na estreia do campeonato de maior evidência no momento, o Paulistão 2011, pudemos ver um ano novo com cara de ano velho para o Palmeiras. O empate sem gols em casa diante do Botafogo de Ribeirão Preto causou uma impressão nada boa na torcida, que anda calejada há muito tempo. Ela fez sua parte e apoiou, como sempre, durante o jogo todo. Mas ao apito final do juiz, vendo mais um placar amargo dentro de casa, não conseguiram poupar os atletas das vaias.

O clima de rivalidade interna entre os candidatos à presidência do clube acaba interferindo no bem-estar entre jogadores, comissão técnica e a própria diretoria. Prova disso são as constantes reclamações e declarações desencontradas sobre os dirigentes, vindas dos atletas.

Uma hora é o Valdívia ou o Kléber criticando diretor, outra hora é o Danilo reclamando que estão revelando falsos valores salariais. É claro que diz-que-me-disse nos bastidores não é exclusividade do Palmeiras,  mas nas vezes que acontece um bate-boca em outros times, o caso costuma ser abafado e a repercussão é menor.

Cartola alviverde ultimamente tem só se preocupado com o futuro próprio no clube, e não com o próprio futuro do clube. Convenhamos: o time não está em nível de disputar este ano nenhum título sequer. Nem o Paulistão. Mas os reforços que chegam continuam sendo muito abaixo do que o time precisa. Assim, o elenco pesa mais em quantidade, mas ainda carece de qualidade.

Soma-se isso com o Felipão dizendo que somente a partir de 2011 ele poderia ser cobrado sobre o trabalho dentro do clube, já que agora ele conhece bem os jogadores que tem em mãos. Longe de precipitar-me, mas... Trabalhemos nossa imaginação: num tempo que a corda sempre arrebenta para o lado do treinador (não é mesmo, Neymar?), não seria tanta surpresa se Don Felipone futuramente não conseguisse cumprir todo o seu contrato no Palmeiras, certo? Bem, não seria o primeiro ídolo a ser escorraçado por parte da torcida, e assim como todos os outros profissionais que estão ali, ele também corre o risco de ser demitido. Mas daí a discutir quanta culpa ele teria no cartório, já é outra coisa. E se com o Felipão já está desse jeito, imagina com outro. Depois de alguns técnicos renomados passarem pela Academia de Futebol e não obterem sucesso, qual seria o próximo passo? Trazer o Mourinho?

Talvez as escavadeiras das obras da Arena desenterrem de uma vez por todas as dezenas de sapos que devem estar sob o gramado do Palestra Itália. E pensar que deve ser o último ano de Marcos como goleiro... A conclusão que se chega é que a torcida que tanto cantou e vibrou nos anos 90 deve continuar sofrendo e cobrando por mais algum tempo.

Sem mais. 


 
Desde antes do nascimento desse japinha, os dirigentes já estavam afundando o time.
Pelo menos ele mostra a vergonha na cara. Literalmente.
(Foto: diariocg.com.br)


E lá vamos nós!


Entre reclamações dos preparadores físicos que ainda sonham com uma pré-temporada maior, finalmente começou a temporada do futebol profissional no Brasil. Grande parte dos Estaduais já está a todo vapor. As principais exceções são o Carioca e o Mineiro, que esticaram um pouco mais o período de férias. Mas logo já estarão correndo atrás da bola, também.

O destaque da primeira rodada do Paulistão foi o Santos, que com um time bem desfalcado foi a Lins e aplicou a maior goleada da competição até o momento: 4x1 sobre o frágil Linense, atual campeão da Série A-2. Maikon Leite, que a partir de junho será jogador do Palmeiras, fez dois gols e foi o melhor em campo. O K9 continua sem mostrar a que veio. Sofreu, bateu e converteu um pênalti, é verdade, mas está muito longe de ser aquele Keirrisson do Coritiba. Ah, e só para anotar, ele cometeu um outro pênalti...

O São Paulo também estreou no interior e trouxe para  casa três pontos na bagagem, vencendo o Mogi Mirim do presidente-jogador Rivaldo por 2x0. As novidades do time - que não deu show, mas jogou bem - foram as escalações do recém-contratado Juan e de Mazola, que voltou de empréstimo. Rogério Ceni marcou de pênalti o seu 94º gol na carreira.

A "saudação" de Ronaldo também é algo a salientar...
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
 
Gol olímpico já não é todo dia. De trivela então, é coisa rara. Mostras de que Roberto Carlos começou o ano com estilo, fechando o placar no Pacaembú sobre a Lusa: 2x0. O único grande a não vencer foi o Palmeiras, que no mesmo Pacaembú não saiu do zero contra o Botafogo de Ribeirão Preto. A sorte dos palmeirenses é que este ano se classificam oito equipes para o mata-mata, e a partir disso, seria apenas entregar pra Deus. Porque entregar para o Scolari continua não surtindo efeito, com todo o respeito.
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Se no Paulista não tivemos nenhuma surpresa (não, o tropeço do Palmeiras não foi nada surpreendente), pelo resto do Brasil a coisa foi um pouco diferente. No Sul, a dupla Gre-Nal, o Figueirense e o Avaí não estrearam com o pé direito. Na Bahia, o Vitória e o seu rival amargaram as primeiras derrotas do ano.

Assim como dito no início deste texto, uma desculpa dos times grandes em relação ao começo de temporada irregular está sendo o curto tempo de preparo físico da pré-temporada em relação aos clubes menores, que tiveram a chance de começar a treinar muito antes, alguns desde o início de dezembro. Mesmo o Santos e o São Paulo, que venceram bem, abriram o bico no 2º tempo. Mas ouçamos o Felipão quando ele pede 15 dias e aguardemos até a 5ª rodada. A partir dali, preparo físico já não será obstáculo para os boleiros correrem os 90 minutos atrás da bola, seja em São Paulo ou no Acre, na Bahia ou no Paraná.